segunda-feira, 5 de agosto de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
domingo, 10 de maio de 2015
Apanhar grilos
Fonte:
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Marchas de São João 2012
A edição de 2012 das Marchas de S. João, evento organizado pela Câmara Municipal de Valongo, realizar-se-á no dia 16 de junho, pelas 22h00, no Estádio do Calvário (União Desportiva Valonguense). Este ano, as marchas participantes são: A.D.C. Canários de Balselhas e A.R.C. Azenha (Campo), C.R. Estrelas da Balsa (Sobrado), U.D. Formiga (Ermesinde) e A.C.R. Vallis Longus (Valongo).
Nós também lá iremos estar para abrilhantar o espetáculo.

+Info: http://www.cm-valongo.pt/marchas-de-s-joao-a-16-de-junho/
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
“Em Fevereiro / mete obreiro.”
Fevereiro é o mês de, no Norte e no Centro, semear, alfaces para transplantar em Março-Abril, couves, nabos, nabiças, pimentos, alho-porro, repolho, feijão e tomate; no Sul, semear abóbora, cenoura, couve, ervilhas, pimento, feijão, nabiças, pepino, tomate e melancia; iniciar a sementeira do milho de sequeiro nas regiões altas; transplantar as cebolas a colher em Maio-Junho e as couves semeadas em Dezembro a colher em Junho-Julho (repolhos); colher os espinafres, couve-flor e brócolos; semear batata (para colher em Junho); podar algumas arvores de fruto (à excepção dos morangueiros e damasqueiros), antes do dia 15 do mês; continuar a instalação de novos morangueiros. Semear pinheiros-bravos; trasfegar o vinho.
Desde que se preveja o aparecimento de geada, a rega sera uma operação que em muito poderá atenuar os prejuízos que poderão ocorrer, pois permitirá que as plantas resistam melhor à queima.
Na Horta, semear abóboras, alho-françês, beterraba, cebolas, cenouras, coentros couve-flor serôdia, couve-de-grelos, couve nabo, espargos, ervilhas, espinafres, favas, feijão, melancia, nabiças, nabos serôdios, pimentos, rabanetes, repolho, salsa, segurelha, tomate. Colher nos abrigos cenouras e couves de Bruxelas.
No jardim , neste mês há que proteger os pés-mães de crisântemos por meio de palhuço (palha miuda9 para se conseguir uma grande provisão de estacas; semear todas as flores anuais como ervilhas de cheiro, espargos, gipsófilas, manjericos, etc; colher os amores-perfeitos, violetas, etc.
Animais, fornecer às vacas leiteiras um suplemento de rações com farinha, amendoim, linhaça, etc. Vacinar os cães contra a raiva.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Noticias da Padeira.


Germano Silva
Nasceu em Penafiel, em 1931. Veio com a família para o Porto quando tinha somente um ano de idade. Fez nesta cidade a Instrução Primária, após o que começou de imediato a trabalhar para ajudar o pai, um modesto guarda-freios da antiga Companhia Carris de Ferro do Porto, a equilibrar o magro orçamento familiar. Foi marçano num retroseiro da Rua de Santa Catarina. Trabalhou, depois, na desaparecida Fábrica de Fósforos da Rua do Progresso e logo a seguir, na Fábrica de Lanifícios de Lordelo, da Rua de Serralves. Na década de cinquenta frequentou, em horário noturno, o Curso Geral de Comércio na antiga Escola Comercial de Oliveira Martins. A conclusão do curso possibilitou-lhe a entrada, como escriturário, na Secretaria do Hospital de Santo António. Ingressou no jornalismo em 1956 como colaborador desportivo no Jornal de Notícias. Três anos depois foi admitido nos seus quadros redatoriais. Aí fez toda a sua carreira, percorrendo todos os escalões da profissão: estagiário, repórter informador, repórter, redator e chefe da Redação. Aposentou-se em 1996, mas continua ligado ao JN, onde mantém a coluna dominical “À Descoberta do Porto”. Foi dirigente sindical em várias legislaturas e membro do desaparecido Conselho de Imprensa. Pertenceu aos corpos gerentes do Teatro Experimental do Porto, da Cooperativa Árvore e da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, de que é presidente da Assembleia Geral. É sócio fundador do Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende e membro do seu Conselho Fiscal. Foi correspondente do semanário Expresso no Porto e, nesta cidade, exerceu também por largos anos o cargo de delegado do desaparecido semanário O Jornal e da Visão, onde ainda colabora com uma crónica semanal dedicada ao Porto. Foi distinguido pelas câmaras municipais do Porto e de Penafiel com as medalhas de mérito de ouro.
Bibliografia
Porto - Nos Lugares da História
2011 Porto Editora
2011 Porto Editora
2009 Casa das Letras
2008 Casa das Letras
2007 Casa das Letras
2006 Casa das Letras
Passeios Pelo Porto de Outros Tempos
2005 Casa das Letras
Porto - A Revolta dos Taberneiros e Outras Hitórias
2004 Editorial Notícias
2002 Editorial Notícias
2002 Editorial Notícias
2000 SMAS
1996 Edições Afrontamento
1995 Edições Afrontamento
Noticias da Padeira.

O sítio onde se vendia o pão de trigo da terra
As padeiras vinham de Valongo encarrapitadas em burros e com enormes canastras no dorso do animal
Os velhos alfarrábios ensinam-nos que o planalto onde, nos nossos dias, se localiza a Praça da Batalha era, ainda nos séculos XVI e XVII, constituído por várias propriedades e campos de cultivo. Num desses campos, o de Lamelas, costumava parar a célebre procissão do Corpus Christi em que "os hortelãos e lavradores da freguesia de Santo Ildefonso" participavam, em lugar do honra.
No planalto a Ocidente, ou seja, no lado oposto, os terrenos compreendidos entre a antiga Porta do Olival e as praças hoje denominadas de Carlos Alberto e de Gomes Fernandes eram áridos e secos. Quer dizer: num lado havia bucolismo, hortas verdejantes, jardins floridos; no outro crescia o vime, um ou outro carvalho e oliveiras à sombra das quais trabalhavam os cordoeiros. A cordoaria do bispo começou a funcionar por aquelas bandas já no século XIV.
Curiosamente, é no lado Oriental que ainda hoje encontramos, na toponímia local, resquícios desse longínquo passado: Rua das Oliveiras e Largo do Moinho de Vento, são dois exemplos. Há um documento do século XVII, referente a "umas estalagens nos Ferradores" (actual Praça de Carlos Alberto) que mencionam um "Caminho do Moinho de Vento" que não deve ser outro senão aquele que, em 1647 (ano a que se refere o referido documento) partia "…do terreiro e ermida da Graça para a estrada de Santo Ovidio", hoje Rua dos Mártires da Liberdade. O antiquíssimo caminho do Moinho de Vento correspondia, como o leitor facilmente adivinhou, à Rua de Sá Noronha dos nossos dias.
Dentro do contexto urbanístico deste planalto, o Campo da Via Sacra, como era denominada a actual Praça de Guilherme Gomes Fernandes, era um dos mais concorridos logradouros destes sítios. Tinha aquela designação porque era ali que se situava a última estação de uma Via Sacra. Por isso, também era conhecido por Calvário Velho para se distinguir do novo que ficava na actual Rua do Dr. Barbosa de Castro, à Cordoaria. Devido à proximidade com o extinto convento das Carmelitas de S. José e Santa Teresa, este espaço também teve a designação de Largo e Praça de Santa Teresa. E foi exactamente aqui que se realizou a célebre feira do pão a que alude um leitor em amável carta que me dirigiu, perguntando quando começou esse mercado e em que ano terminou.
A tradição, no Porto, da venda de pão em feiras é muito antiga e não se sabe bem quando começou. Mas sabe-se, por exemplo, que já a 14 de Março de 1584 era publicado um acórdão municipal, se assim se lhe pode chamar, em que se determinava que "as medideiras da feira do Pão, messão em gamellas fora das casas no meio da praça, quando não chover, sob pena de multa…" Esta lei, se assim pode dizer-se, que obrigava as "medideiras" a trabalhar na praça e que tinha por finalidade impedir roubos ou outras falcatruas, ainda estava em uso quando, nos meados do século XIX, ainda se fazia a feira do pão no antigo Largo de Santa Teresa e a da farinha, na Praça dos Voluntários da Rainha, actual Praça de Gomes Teixeira. No ano seguinte (1585), foi publicada nova legislação, desta vez contra "as pessoas que misturarem o pão trigo de fora com o da terra e que quem vender hum não possa vender o outro…"
Nos meados do século XIX, a feira do pão funcionava no espaço da actual Praça de Guilherme Gomes Fernandes que, segundo relatos da época, mantinha a configuração geométrica de um triângulo mas que se assemelhava mais a um adro de igreja do que a um logradouro público.
As barracas onde se vendia o pão estavam dispostas ao centro do amplo terreiro e, embora o mercado fosse mais concorrido às terças-feiras e sábados, por causa de outras feiras que se realizavam na cidade, havia quem ali viesse todos os dias vender o célebre pão da terra confeccionado com farinha que era moída nos moinhos a água da região de Valongo. Esta era, efectivamente, a terra do pão. Era de lá que vinham as padeiras, encarrapitadas em burros com duas enormes canastras sobre o dorso do animal cheias do saboroso pão da terra. O produto mais procurado eram os célebres "pães de Valongo" que pesavam cerca de meio quilo e eram vendidos, nos finais do século XIX, a 75 reis cada um. Mas a variedade era imensa e para todos os gostos. Vendiam-se também, e em abundância, o nosso muito conhecido "pão molete", regueifas, tosta (doce e azeda) boroa, pão podre, pão coado, biscoitos de várias qualidades e feitios como os de argola, que eram muito procurados por moços e moças dos arrabaldes.
O rápido desenvolvimento urbanístico da cidade e, em especial, do chamado Bairro das Carmelitas ditou o fim da pitoresca feira do pão. Nos começos do século XX, os abarracamentos começaram a ser demolidos e as ladinas padeiras de Valongo instalaram-se na ala sul do Mercado de Anjo, entretanto também já desaparecido. Coisas da vida de uma cidade...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Em tempo de aniversário...Cantar as Janeiras
As Janeiras e os Reis
O cantar das Janeiras é o domínio, quiçá o mais rico, do Cancioneiro Popular Português. A sua origem remonta igualmente ao tempo do paganismo em imitação das Saturnais Romanas que, ao converterem-se à religião crista, assumiram foros da maior originalidade.
No ancestral cantar das Janeiras está contido todo o espírito popular, a criatividade; a beleza, o encómio e o escárnio. Muito embora neste domínio se acentuem as heterogenias regionais, é, no entanto, comum a todo o País a composição de pequenos grupos corais, normalmente acompanhados de instrumentos musicais, que percorrem os mais variados lugares da sua freguesia ou vila, batendo às portas e entoando loas religiosas à mistura com quadras de fino gosto popular.
O objectivo era serem bem recebidos pelos moradores que lhes ofereciam doces e vinho. Mas, caso não correspondessem a contento, eram “mimoseados” com canções de chacota, por vezes achincalhantes, e não raras vezes culminadas por cenas bem tristes e desnecessárias.
As esmolas recebidas, em géneros, guloseimas ou dinheiro, eram em certas regiões destinadas à ceia ou festa do grupo, enquanto que noutras paragens revertiam a favor das almas do Purgatório.
No Algarve são bem conhecidas as tradicionais charolas que na orla marítima do Sotavento ainda se mantêm com o mesmo fulgor de há dezenas de anos atrás.
A recolha deste riquíssimo espólio da nossa literatura oral, foi, em parte, compilado por José Leite de Vasconcelos, Ataíde Oliveira e muitos antropólogos, amadores ou profissionais, que percorreram o País de lés-a-lés.
José Carlos Vilhena Mesquita
http://algarvehistoriacultura.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Convívio de Natal na Santa Casa da Misericórdia Valongo
domingo, 30 de outubro de 2011
6º Forum etnográfico - FCDP


segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Festas em Honra da Senhora Saúde, Susão, Valongo.
CAPELA NOVA DO SUSÃO
domingo, 4 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
1986 - 2011. Em tempo de Aniversário.

1986 - 2011. Em tempo de Aniversário.


1986 - 2011. Em tempo de Aniversário.











1986 - 2011











