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terça-feira, 12 de junho de 2018

Santo António é o santo padroeiro da cidade de Lisboa. É conhecido como o santo casamenteiro, sendo o santo a quem os jovens devem pedir ajuda para arranjar namorada(o) e/ou casar.
Este santo também é conhecido como o santo dos pobres e o santo das coisas e das causas perdidas. Sempre que se perde algo, pode-se rezar ao Santo António em auxílio, para este ajudar a encontrar a coisa perdida.
As crianças podem dar uma esmolinha ao Santo António e pedir proteção e saúde.
Santo António nasceu a 15 de agosto de 1195, em Lisboa, e faleceu a 13 de junho de 1231, em Pádua. Foi assim escolhido o dia 13 para a sua celebração.

Tradições de Santo António
Neste dia é feriado municipal em Lisboa. As festividades da cidade são marcadas pelas marchas populares e pelos casamentos de Santo António (no dia 12 de junho), com a celebração de vários casamentos em conjunto e com os arraiais nos bairros da cidade. Os lisboetas têm por hábito festejar o Santo António nas ruas da cidade enfeitando as casas e os bairros históricos com cores coloridas, colocando manjericos nas janelas. O Santo António faz parte das celebrações das Festas de Lisboa, que se realizam todos os anos em junho.
A tradição manda que no dia de Santo António, os foliões comam sardinhas assadas, caldo verde, pimento assado e broa.

Frases e Quadras de Santo António
Santo António meu querido, o que peço em segredo é um marido.
Grande Santo António, tu que és um protetor, protege sempre a minha vida e a do meu amor.
Que o Santo António abençoe para sempre o nosso casamento.

Não precisa de altar
O nosso Santo Antoninho
No coração pode ficar
Fazer dele o seu cantinho.

Oh, manjerico bem cheiroso
Pelo regar e por ao luar
Dá-lhe um rapaz bem jeitoso
Para com ela se casar.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Santos Populares - Santo António.

QUADRAS AO SANTO ANTÓNIO
Não precisa de altar
O nosso Santo Antoninho
No coração pode ficar
Fazer dele o seu cantinho.

Às moças casamenteiras
Recomendo uma oração
Peçam com boas maneiras
O Santo nunca diz não.

Leva o arco e o balão
Salta depois a fogueira
Nos velhos tempos d'então
Era assim desta maneira.

Um manjerico com quadra
Faz parte da tradição
A minha ainda se guarda
Como boa recordação.

Com o Menino ao seu colo
Se apresenta Santo António
Porque será? Nunca a solo?
Talvez por temor ao Demónio.

Oh, manjerico bem cheiroso
Pelo regar e por ao luar
Dá-lhe um rapaz bem jeitoso
Para com ela se casar.

Santo António milagreiro
Meu rico e bom santinho
Aumenta o meu mealheiro
Eu que sou tão pobrezinho

Vou comprar um manjerico
Ao meu amor o irei dar
E à noite no bailarico
Faremos um lindo par.

Santo António dos milagres
E também casamenteiro
Diz-me que novas nos trazes
Neste dia tão soalheiro?

Fazem favor sejam felizes
Não o peço por caridade
Lembrai que somos petizes
De novo perla idade.

Santo António e o Menino
Que lindos eles são
Jesus num desatino
O frade esquece o sermão.

Alegria não paga imposto
Só nos faltava mais esta
Quero tudo bem disposto
Contentes na nossa festa.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Quadras ao Santo António.

Santo António disse um dia
Que queria partilhar,
O altar de Jesus Cristo
Ao casal que lá chegar.

Para unir as suas vidas
Bem juntinhas em união,
Mas nunca pelo dinheiro
Mas só pelo coração.

Pelo coração e não só
Pelas suas almas também,
Pensai sempre duas vezes
Se pensares mais, não há ninguêm.

É que juntar duas vidas
Para toda a eternidade,
Não é para toda a gente
Só para quem ama de verdade.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Festas Populares - Santo António, São João e São Pedro.



Junho é, por excelência, o mês dos santos populares e os bairros mais típicos e antigos das cidades transfiguram-se em enfeites de cor e ambiente de intensa alegria. É nestes locais tão genuínos que se celebram as festas populares que têm origem nos antigos rituais pagãos do solstício de verão, que a cristianização abençoou através de dois dos seus mais distintos filhos, António e João. Estes santos pertencem ao povo e concedem-lhe, num acordo tácito e anualmente renovado, que viva a sua natureza por uma noite e um dia. As ruas enchem-se do cheiro de sardinhas assadas, o vinho canta nos copos, a música e os folguedos invadem as cidades em romarias e marchas povoadas de arcos e balões. Benze-se o povo com o alho-porro, salta-se a fogueira para dar sorte, compra-se o manjerico que se cheira com a mão para que não seque. Segundo a tradição, que nos nossos dias se vai perdendo, as crianças armam à porta de casa o trono do santo e pedem um tostãozinho por Santo António ou São João.

Nos tempos antigos tudo começava com a expulsão do inverno pela primavera, por excelência o ciclo natural da fecundidade dos solos e da aproximação das colheitas. Era então necessário afastar as secas, as doenças e a esterilidade com rituais e sacrifícios. O homem e a mulher tinham uma relação mais direta e íntima com a Natureza, um respeito e adoração místicas por um universo comum no qual se reviam. Por esta razão, não espanta que ainda hoje Santo António e São João tenham a grande responsabilidade de serem os santos casamenteiros.

Diz a tradição que a água das orvalhadas da madrugada de São João tem poderes excecionais de purificação, regeneração e proteção, garantindo amores felizes e casamento próximo, para além de proporcionar vigor aos idosos e beleza aos jovens. Este simbolismo universal das águas também se observa nos poderes místicos de certas plantas, como o alho-porro, o manjerico, a alcachofra, o cardo ou a cidreira. A alcachofra tem o poder de adivinhar a realização do casamento, devendo por isso ser queimada ou chamuscada na véspera do dia 24, à meia-noite, na fogueira de São João - "Em louvor de São João, para ver se fulano me quer bem ou não" - e deixada ao relento, enterrada num vaso. O casamento está garantido se a planta reflorir no dia seguinte. A tradição das fogueiras de São João está relacionada com o ancestral culto do Sol, em que o fogo simboliza o poder purificador e fertilizante. O saltar da fogueira está estreitamente ligado à saúde, ao acasalamento e à fecundação.

Santo António é o primeiro a inaugurar os festejos, no dia 13, e Lisboa viria a elegê-lo seu patrono. Protetor dos marinheiros e das raparigas casadoiras nasceu Fernando de Bulhões em Lisboa, a 15 de agosto de 1195, e morreu António em Pádua, com 36 anos. Desassossegado e suportando a custo os constrangimentos das leis dos homens, não conhecia outra vontade senão a de Deus. Pregador exímio, a sua missão evangelizadora e os seus muitos milagres valeram-lhe um culto popular que se intensificou nos séculos XV e XVI. O povo trata-o por tu e põe-lhe o Menino ao colo. Quanto mais o venera mais dele espera e por isso as raparigas castigam-no, mergulhando-o de cabeça na água ou voltando-o contra a parede, se os seus pedidos de casamento e namoro não são atendidos. É famoso o responso ao Santo António por objetos perdidos ou pessoas sem paradeiro. Segundo Teófilo Braga "é adorado como um feitiço contra todos os males, e como tal também amarrado, exposto ao relento ou deitado num poço para satisfazer o que se lhe pede".

São João Batista, o "apóstolo do amor" terá nascido a 24 de junho, anunciado pelo anjo Gabriel, e foi o precursor do Messias, a quem batizou como estava determinado. Morreu a pedido de Salomé, que exigiu a sua cabeça por indicação de sua mãe Herodíades, com quem Herodes mantinha uma relação ilícita. A festa de São João tem no Porto o seu maior expoente e dimensão, assumindo quase um carácter mágico pela forma como os seus habitantes vivem a festa. É como se tudo acabasse nesse dia, celebrando a chegada de um novo ciclo de renovação com liberdade e desprendimento. Nessa véspera de 24 de junho, festejam-se rituais antigos como se a vida e o Mundo não tivessem um início ou um fim.

Festas de Santo António e São João. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-06-15].

Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$festas-de-santo-antonio-e-sao-joao