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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Padeirinha...
sábado, 15 de fevereiro de 2014
domingo, 6 de outubro de 2013
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Valongo em destaque no Aeroporto Sá Carneiro.

http://osmarmelos.wordpress.com/
"No âmbito da promoção do Turismo do Porto e Norte que está a ser levada a efeito na Loja Interativa de Turismo localizada no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, o concelho de Valongo estará em destaque no próximo dia 31 de agosto, entre as 16 e as 18 horas.
Com o intuito de promover os principais atrativos turísticos, a autarquia preparou um conjunto de ações que visam dar a conhecer produtos e tradições que são identitárias do concelho de Valongo.
Assim, no próximo dia 31 de agosto, entre as 16h e as 18h, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro irá receber elementos do Rancho Infantil e Juvenil Padeirinhas de Valongo, que devidamente trajados, irão promover Valongo como Terra do Pão e do Biscoito fazendo o Pregão do Pão e oferecendo o tradicional pão (umbigo da regueifa de Valongo). Irá também ser feita a promoção da Bugiada e Mouriscada através da divulgação de um vídeo, de manequins trajados e exposição de bibliografia alusiva ao tema. As serras de Santa Justa e Pias (Área de Paisagem Protegida Local) e a Aldeia de Couce (como Aldeia de Portugal) estarão também em destaque com presença do painel das serras e técnicos para assegurar a informação necessária junto dos visitantes.
A Quinta das Arcas e Paupério estarão presentes com produtos regionais e produzidos em Valongo que estarão disponíveis para degustação e venda. Os artesãos Joaquim Carvalho e Gaivina irão trabalhar ao vivo e terão disponíveis para venda trabalhos em lousa."



Parabéns à Autarquia e ao seu Presidente Dr. João Paulo Baltazar pela divulgação do Concelho, dos seus Usos e Costumes, Tradições Culturais e Património, Valongo em Alta.
+ info atualizada em: http://www.facebook.com/municipio.valongo
Pregão da Padeira



Info recolhida:Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Noticias da Padeira.

O sítio onde se vendia o pão de trigo da terra
As padeiras vinham de Valongo encarrapitadas em burros e com enormes canastras no dorso do animal
Os velhos alfarrábios ensinam-nos que o planalto onde, nos nossos dias, se localiza a Praça da Batalha era, ainda nos séculos XVI e XVII, constituído por várias propriedades e campos de cultivo. Num desses campos, o de Lamelas, costumava parar a célebre procissão do Corpus Christi em que "os hortelãos e lavradores da freguesia de Santo Ildefonso" participavam, em lugar do honra.
No planalto a Ocidente, ou seja, no lado oposto, os terrenos compreendidos entre a antiga Porta do Olival e as praças hoje denominadas de Carlos Alberto e de Gomes Fernandes eram áridos e secos. Quer dizer: num lado havia bucolismo, hortas verdejantes, jardins floridos; no outro crescia o vime, um ou outro carvalho e oliveiras à sombra das quais trabalhavam os cordoeiros. A cordoaria do bispo começou a funcionar por aquelas bandas já no século XIV.
Curiosamente, é no lado Oriental que ainda hoje encontramos, na toponímia local, resquícios desse longínquo passado: Rua das Oliveiras e Largo do Moinho de Vento, são dois exemplos. Há um documento do século XVII, referente a "umas estalagens nos Ferradores" (actual Praça de Carlos Alberto) que mencionam um "Caminho do Moinho de Vento" que não deve ser outro senão aquele que, em 1647 (ano a que se refere o referido documento) partia "…do terreiro e ermida da Graça para a estrada de Santo Ovidio", hoje Rua dos Mártires da Liberdade. O antiquíssimo caminho do Moinho de Vento correspondia, como o leitor facilmente adivinhou, à Rua de Sá Noronha dos nossos dias.
Dentro do contexto urbanístico deste planalto, o Campo da Via Sacra, como era denominada a actual Praça de Guilherme Gomes Fernandes, era um dos mais concorridos logradouros destes sítios. Tinha aquela designação porque era ali que se situava a última estação de uma Via Sacra. Por isso, também era conhecido por Calvário Velho para se distinguir do novo que ficava na actual Rua do Dr. Barbosa de Castro, à Cordoaria. Devido à proximidade com o extinto convento das Carmelitas de S. José e Santa Teresa, este espaço também teve a designação de Largo e Praça de Santa Teresa. E foi exactamente aqui que se realizou a célebre feira do pão a que alude um leitor em amável carta que me dirigiu, perguntando quando começou esse mercado e em que ano terminou.
A tradição, no Porto, da venda de pão em feiras é muito antiga e não se sabe bem quando começou. Mas sabe-se, por exemplo, que já a 14 de Março de 1584 era publicado um acórdão municipal, se assim se lhe pode chamar, em que se determinava que "as medideiras da feira do Pão, messão em gamellas fora das casas no meio da praça, quando não chover, sob pena de multa…" Esta lei, se assim pode dizer-se, que obrigava as "medideiras" a trabalhar na praça e que tinha por finalidade impedir roubos ou outras falcatruas, ainda estava em uso quando, nos meados do século XIX, ainda se fazia a feira do pão no antigo Largo de Santa Teresa e a da farinha, na Praça dos Voluntários da Rainha, actual Praça de Gomes Teixeira. No ano seguinte (1585), foi publicada nova legislação, desta vez contra "as pessoas que misturarem o pão trigo de fora com o da terra e que quem vender hum não possa vender o outro…"
Nos meados do século XIX, a feira do pão funcionava no espaço da actual Praça de Guilherme Gomes Fernandes que, segundo relatos da época, mantinha a configuração geométrica de um triângulo mas que se assemelhava mais a um adro de igreja do que a um logradouro público.
As barracas onde se vendia o pão estavam dispostas ao centro do amplo terreiro e, embora o mercado fosse mais concorrido às terças-feiras e sábados, por causa de outras feiras que se realizavam na cidade, havia quem ali viesse todos os dias vender o célebre pão da terra confeccionado com farinha que era moída nos moinhos a água da região de Valongo. Esta era, efectivamente, a terra do pão. Era de lá que vinham as padeiras, encarrapitadas em burros com duas enormes canastras sobre o dorso do animal cheias do saboroso pão da terra. O produto mais procurado eram os célebres "pães de Valongo" que pesavam cerca de meio quilo e eram vendidos, nos finais do século XIX, a 75 reis cada um. Mas a variedade era imensa e para todos os gostos. Vendiam-se também, e em abundância, o nosso muito conhecido "pão molete", regueifas, tosta (doce e azeda) boroa, pão podre, pão coado, biscoitos de várias qualidades e feitios como os de argola, que eram muito procurados por moços e moças dos arrabaldes.
O rápido desenvolvimento urbanístico da cidade e, em especial, do chamado Bairro das Carmelitas ditou o fim da pitoresca feira do pão. Nos começos do século XX, os abarracamentos começaram a ser demolidos e as ladinas padeiras de Valongo instalaram-se na ala sul do Mercado de Anjo, entretanto também já desaparecido. Coisas da vida de uma cidade...
Noticias da Padeira.

A antiga Feira do Pão
O pitoresco deste curioso mercado tripeiro pairava por todo o lado
Foi exactamente há cem anos, completados no dia 26 do passado mês de Maio, que as últimas padeiras que ainda vendiam pão no antigo Largo da Feira do Pão, a actual Praça de Guilherme Gomes Fernandes, se transferiram para o vizinho mercado do Anjo.
Foi a machadada final num dos mais antigos e pitorescos mercados que se faziam na cidade.
Era tão antiga a Feira do Pão que se fazia no Porto, que se não conhece a data da sua fundação.
Sabe-se, no entanto, que por meados do século XIX já se dava o nome de Praça da Feira do Pão ou, somente, Praça do Pão, à antiga Praça de Santa Teresa, alusão ao convento de S. José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças que fora edificado em 1704, em terrenos do medieval Campo da Via Sacra ou do Calvário Velho como era conhecido o espaço compreendido entre a actual Rua da Galeria de Paris e a já referida Praça de Guilherme Gomes Fernandes.
À Feira do Pão vinham vender, sobretudo, as afamadas padeiras de Valongo e de Avintes. As primeiras transportavam os seus apreciados produtos sobre o dorso de animais, nomeadamente éguas ou burros que eram conduzidos à arreata. As padeiras de Avintes traziam a célebre boroa, que se produzia (e ainda produz) naquela vizinha freguesia de Vila Nova de Gaia, em pequenos barcos que elas próprias conduziam remando até às chamadas "Escadas das Padeiras", na Ribeira. Daqui, o trajecto até ao sitio da feira era feito, com a cestas do pão à cabeça, era feito a pé através das ruas de S. João, Flores, Clérigos e Carmelitas.
Na praça, onde decorria a venda, as mulheres de Valongo dispunham as sua mercadoria na parte mais elevada da praça formando em regra duas filas. As de Avintes ocupavam o lado oposto formando também entre duas a três filas. Os dias de maior concorrência, sem ter em conta as vésperas das grandes festas cíclicas, como era o caso da Páscoa e do Natal, eram as terças, quintas e sábados. Nestes dias o número de vendedeiras aumentava na proporção dos clientes. Nesses dias o mercado por vezes estendia-se à vizinha Praça de Teixeira Gomes, antiga Praça dos Voluntários da Rainha, onde se fazia uma outra importante feira, esta de farinhas e cereais.
O local onde se fazia a Feira do Pão era, por essa altura, um dos mais pitorescos e animados do Porto.
No Largo da Feira do Pão havia, por exemplo, cerca de quarenta frondosas árvores debaixo de cujas copas se refugiavam as padeiras nos dias quentes do Verão.
A parte mais elevada da praça, isto é a poente, era debruada por uma fieira de casas de rés do chão e andar em cujos baixos funcionavam pequenos estabelecimentos, nomeadamente mercearias, lojas de venda de farinhas e cereais e algumas tabernas com anexos para recolha e alimentação de animais - o que era de enorme utilidade, especialmente para as padeiras de Valongo.
Um dos mais célebres restaurantes da feira era o "João do Buraco" onde, segundo uma referência feita pelo jornalista Firmino Pereira, "se saboreavam magníficos petiscos e se bebia a excelente pinga do Douro, de Amarante e de Basto…"
Nos baixos de um edifício que não ficava muito longe da referida taberna funcionava a Redacção e oficinas de um célebre diário politico, o "Correio do Porto", que iniciou a sua publicação a 27 de Setembro de 1820, ou seja pouco mais de um mês depois da Revolução Liberal de 24 de Agosto daquele ano.
Sensivelmente ao centro do terreno onde se fazia a feira havia uma fonte, a velhinha Fonte de Santa Teresa, do tempo, portanto, em que o largo tinha, também, esta designação, e junto dela um tanque que servia para os animais ali se dessedentarem.
E, por falar em animais, na parte mais baixa do amplo logradouro, corria um muro que delimitava a cerca do antigo convento das Carmelitas. Por meados do século XIX havia uma porta nesse muro que dava acesso a uma espécie de terreiro onde se vendia erva e palha para as muares que desde Valongo transportavam o alvo pão de Valongo para o Porto.
Tudo o que acima se evoca. Há muito que desapareceu. Só pelas descrições que nos ficaram sabemos de como era rumorejante e animada a velhinha Feira do Pão que se fazia na antiga Praça de Santa Teresa e que tinha como principais protagonistas, como escreveu Horácio Marçal, "…. essas limpas, corpulentas e belas moças de Avintes e de Valongo".
Nos últimos tempos da feira, as vendedeiras já não colocavam sobre o empedrado do largo os açafates com as loiras regueifas ou as tostadinhas boroas. Dispunham de bancas de madeira que o Município mandara colocar na parte central do terreiro. Mas tudo isso já desapareceu e isso foi há mais de um século…
in: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1261886&page=-1














